terça-feira, 8 de abril de 2014

Ciência e Espiritualidade

Há muito tempo se observa, mesmo empiricamente, que pessoas que tem fé, que cultivam  a espiritualidade em quaisquer de suas manifestações, tem melhor recuperação em casos de tratamentos de saúde.

O preconceito e a suposta oposição entre religião/ fé e ciência, cultivada por alguns cienticistas ao longo do tempo,  disseminou a visão de que ciência é sinônimo de verdade e a fé é "misticismo", "fantasia" ,
Felizmente porém, cientistas em diversas partes do mundo estão pesquisando seriamente o mecanismo pelo qual a fé propicia melhor resposta a tratamentos e maior índice de cura.

Por exemplo, em reportagem do Jornal Zero hora de 04/04/2014,a médica psiquiatra Anahy Fagundes Dias Fonseca afirma que uma investigação do National Institutes of Health mostra a religião como responsável pela melhora em até 80% diferentes desfechos clínicos, principalmente casos de hipertensão, doenças cardíacas, cerebrovasculares e gastrointestinais, disfunção imunológica, câncer e dor.

Estamos cada vez mais conscientes que não somos apenas  apenas um corpo, mas temos uma natureza muito mais complexa, misteriosa e profunda. Portanto a saúde é abrangente.. Refere-se ao ser humano em sua plenitude: corpo, mente, emoções e espírito. Quando um desses elementos é afetado, haverá repercussão em todos os outros aspectos. Assim, o tratamento e a busca da cura para doenças diversas nunca pode se restringir apenas a um único ponto de vista, o do corpo com suas sinapses, sínteses e movimentos.

Há algo invisível agindo no corpo, uma força que direciona e afeta as células. A fé acessa essa energia que leva a pessoa a  ter  horizontes diferentes daqueles prognósticos desanimadores,  que muitas vezes os exames mais modernos apresentam. É assim que, mesmo diante da morte inevitável, essa força não cessa, levando a pessoa a uma atitude corajosa nesse momento crucial. . A crença na espiritualidade  coloca a morte na perspectiva de transição e não do fim da existência.   

Ao contrário do que afirmam os céticos,  a fé não alimenta uma esperança vazia ou infantil na cura. Cultivar a espiritualidade promove a saúde, a força interior, conexão do "eu"com o Universo. É a presença de Deus acesa na alma humana, que se mobiliza em defesa da vida plena.

Leia a reportagem no link abaixo 

Pesquisadores debatem relação entre ciência e espiritualidade


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Prismas da fé


Muitas pessoas têm uma ideia de que a fé serve como muleta diante dos problemas da vida. Alegam que a em nome da fé as pessoas ficam esperando milagres e não fazem a parte que lhes cabe nos momentos difíceis e de decisões. São os céticos, que se preocupam tanto em destruir a fé alheia, que acabam passando mais tempo mobilizados por ela do que os crentes.

De fato, não podemos negar que muitas pessoas agem dessa forma. Quando a fé é pautada em dogmas rígidos, acaba cristalizando conceitos, transformando-os em preconceitos. Rivaliza com a ciência e outras formas de pensar e de crer, estimulando o pensamento infantilizado e a moral rígida.

Entretanto, quando a fé é abrangente, não se preocupa com a imposição de pontos de vista, é uma poderosa ferramenta de crescimento pessoal que orienta nossa ação no mundo e alimenta a esperança. Apenas alguns pontos para refletir.  
1.       Humildade

A fé nos conduz ao respeito pela vida. Todo tipo de vida. Nos irmana como ensinou Francisco de Assis, a toda a natureza e ao Universo. A vida é divina, pois todos os elementos da natureza se movem em ciclos, se transformam. Que força mantém esse movimento? Mecanismos movidos pela química, sem o sopro divino não geraria vida independente. Mas é preciso que se diga: não podemos aderir à ideia antropocêntrica de que “toda a natureza foi criada para nós, humanos”.  A nossa complexidade não indica privilégios de existência no planeta. Essa crença tem levado a depredação ambiental e até mesmo à extinção de diversas espécies de seres vivos. Somos uma das espécies habitantes de um planeta pequenino em um gigantesco universo. Por isso, a fé em um Criador, deve nos levar à humildade. Nada no mundo, nenhum conhecimento ou beleza se compara a dança dos astros no céu profundo.

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2.       Poder
Como parte da natureza e dentro da vida que não criamos nem somos capazes de criar, pois só a vida gera vida, somos únicos. Essa singularidade nos “empodera”. Somos potentes, temos a possibilidade de algumas escolhas, construímos nossa individualidade. Como membros da espécie humana não fugimos às leis naturais de vida e morte. Isso nos revela que estamos sujeitos a uma força que é maior que nós, portanto não estamos atirados no mundo de modo aleatório e solitário. Produzimos cultura, signos, ferramentas.  Em nossa psique convivem o passado, o presente e o futuro, que podemos acessar pela vontade própria.  A fé, junto com a capacidade de reflexão, nos indica que essa Força Criadora existe e nela podemos nos inspirar. A meditação, a prece, os rituais nos levam a sentir de modo profundo a presença divina. Conectados a ela acessamos a seu potencial, de acordo com a nossa capacidade. Nosso poder  assim  se amplia,  na  possibilidade de aprender,  lutar, realizar escolhas,  amar.   
3.       Alteridade
Ligados ao Criador, que é fonte da vida, não cabem atitudes egoístas e egocêntricas, pois o outro, seja ele um santo ou assassino, foi gerado por um poder superior. Somos seres conscientes, podemos aprender com as experiências alheias, transmitir nossos valores. Estamos interligados em um grande oceano de vida. Influenciamos e somos influenciados todo o tempo, Por isso, nossa ação no mundo afeta todos os outros seres que estão mergulhados na vida. Interessante essa perspectiva de Paulo: “em Deus nos movemos e existimos como peixes em um oceano” (Atos 17:28.)  .  O hálito divino nos embala e inspira em nossas lutas. Amplia nossa consciência.  É preciso estar atento. 
A fé, dessa forma, transcende o “crer”. É inquieta, não tem dogmas. Por isso não se abala facilmente. Consegue dialogar com a ciência e com todas as teorias que se pautam pela ética, pelo respeito à vida, pela busca do equilíbrio individual e social. Viver com fé é ter horizonte.
VEJA TAMBÉM:
Fé: necessidade, conquista, sensibilidade. A alma em conexão com a espiritualidade

terça-feira, 11 de junho de 2013

Jesus: uma simples proposta, grandes mudanças

Sempre tive interesse em entender o grande impacto que Jesus  provocou  na humanidade. Outros mestres, como por exemplo Buda, compareceram á Terra pregando a compaixão e o desprendimento, agregam seguidores e muitos fiéis até os dias de hoje. Mas Jesus está profundamente ligado aos  paradigmas atuais  manifestados em leis que regulam a visa social, em conceitos de verdade, certo e errado que servem de referência à formação individual. .

 Em visita a lugares históricos observei o contexto em que Ele  viveu.  As populações politeístas ou os Judeus, todos construíam templos  gloriosos para seus Deuses ou seu Deus. As ações da vida cotidiana  eram extremamente ligadas às obrigações e concepções ditadas pela religião dominante. Há centenas, milhares de anos o ser humano prestou culto às divindades, atribuindo a sacerdotes, iniciados ou líderes inspirados o poder de vida, morte, controle dos fenômenos naturais, com as oferendas aplacadoras da ira de divindades materializadas em estátuas ou em outras formas de representação..  O templo de Apolo em Didin (Turquia), com suas 72 colunas de mármore trabalhadas ricamente, medindo 20 metros de altura, que apresenta esculturas maravilhosas e locais próprios para rituais,  é algo de se  admirar. Obra maravilhosa da engenharia humana antiga, não foi construída para um uso relacionado à necessidade básica de moradia, mas apenas para reverenciar um Deus: Apolo. Apenas os ricos poderiam acessar mais facilmente o benefício dos Deuses, e os sacerdotes eram os intermediários necessários a essa relação com o divino. Nos sentimos pequenos e insignificantes diante da grandeza das colunas.Não por acaso, alguns povos conquistados pelos romanos abriam mão de seus desuses primitivos para aderirem aos cultos romanos, muito mais  portentosos. O Templo de Jerusalém também era grandioso, os doutores da lei interpretavam a vontade de Deus para o povo. 

Então, vem Jesus. Sem autoridade política, uma pessoa simples, do povo. E começa a trazer para as pessoas a consciência de que Deus é acessível a qualquer ser humano. Alertou para o fato de que todas aquelas construções  grandiosas eram materiais e Deus é Espírito. E todos somos seres espirituais, independente da posição social ou política que o mundo nos atribua. Poderosos e escravos são irmãos, como seres humanos filhos de Deus. Ou seja,  Jesus empoderou o povo, abalou toda a estrutura filosófica, política e religiosa ao retirar dos sacerdotes e líderes o poder sobre o espírito de cada um. 

Imagino agora o choque que ele  provocou, andando ao lado de pescadores, pessoas do povo, ensinando chamar Deus de Pai e apresentando por Templo a natureza, o corpo. Que ira e insegurança deve ter causado aos poderosos. Que consolo e alento para parte  do povo que conseguia perceber ali a esperança de dias melhores. A discrepância de sua proposta em relação ao que havia de mais sagrado e caro a toda uma cultura desde milênios, tornava para muitos, inconcebível suas idéias. Corajoso. Jesus foi muito corajoso na sua humildade e na fidelidade aos seus princípios e à sua tarefa..Três anos fazendo essas idéias transformadoras circularem pela população. Para aderir a esse Deus Pai, a pessoa prescindiria de iniciação, rituais ou dinheiro. Por isso Ele sabia que pagaria um alto preço. Era uma mudança , uma ruptura profunda, interna, externa, individual e social. 

Mas o ser humano é criativo. Apegado a ideias de poder sobre Céu e Terra, recriou os rituais, a necessidade de Sacerdotes Iniciados para ter contato com Deus. Levantou novamente templos de mármore e ouro, e segue séculos afora, atribuindo a essa estrutura de riqueza e poder a continuação das idéias de Jesus. Por isso, o Evangelho é referência para a elaboração de leis mais humanas, para constituirmos nosso conceito de ética. Porém, na prática, o ser humano apenas segue, conectado ao mundo, porém a mente, o coração, e a espiritualidade desconectados entre si.  O Céu,  a vida, Deus, o Amor são percebidos e tratados como mercadorias. Então, esquecemos o essencial: somos espíritos. Somente a simplicidade
nos fará plenos...

domingo, 3 de março de 2013

Mediunidade: conexão com o Além, para além da religião

Muitas pessoas acreditam que a mediunidade é um fenômeno espírita, dos espíritas ou relacionado à correntes espiritualistas. Sabemos que a comunicação com  o mundo espiritual  sempre esteve presente em culturas diversas. Porém sem essa denominação "mediunidade", batizada por Kardec,  e obedecendo a interpretações particulares de acordo com a cosmovisão de cada civilização ou cultura. Atualmente verificamos que pessoas sem preconceitos ou apego a dogmas religiosos,  que apresentam as diferentes modalidade de  mediunidade descritas por Allan Kardec, revelam experiências de relação com o mundo espiritual muito semelhantes às que encontramos  nos livros espíritas, especialmente nos de Chico Xavier. 

Chama atenção, como exemplo do que coloco acima,  o católico convicto Pedro Siqueira. Com muita honestidade, descreve os fenômenos que vivencia desde criança, humildemente admitindo desconhecer as obras de Chico Xavier, já que sempre esteve engajado e militando na religião católica apostólica romana. Curioso notar que ele tenta adequar o que vivencia aos paradigmas católicos e à noção de "céu, inferno e purgatório". Em pleno desdobramento espiritual visita locais "muito parecidos com a Terra, com plantas, casas, pessoas", aos quais ele denomina  "diferente níveis de purgatório".  Com facilidade, à noite diz que sai de seu corpo e é levado pelo seu "anjo" a esses locais. Descreve alguns purgatórios como locais maravilhosos, onde as flores brilham, tudo é luz. E "ninguém fica parado, todo mundo trabalha". Já outros, segundo afirma,  são bem mais comuns, muito mais parecidos com nossas cidades.  Fala também sobre "luta espiritual", com "demônios" que tentam impedi-lo que realizar esse trabalho, inclusive impedindo a sua saída do quarto durante o desdobramento noturno. Afirma conversar com alguns "santos" católicos, inclusive com Nossa Senhora.  Pedro realiza uma reunião para rezar o terço, momento no qual recebe revelações e informações importantes para orientar as pessoas presentes. 

Certamente ele tem sacudido a poeira dos preconceitos, levando o conhecimento do mundo espiritual para  seus companheiros de crença, a fim de abrir-lhes novos horizontes, arejar velhos paradigmas e fortalecer a fé de tantas pessoas com as quais compartilha suas experiências. Sofre preconceitos, atitudes hostis dos mais dogmáticos, mas não desiste. Tem clareza em sua alma da  tarefa que lhe cabe. .Pela sua honestidade, lisura e sinceridade, merece ser conhecido. As bênçãos de Deus e dos planos superiores não são privilégio de ninguém,. Derramam-se suavemente  penetrando aos poucos a mente e o coração dos homens. É assim, pela escolha de alguns  em  ser receptivo a sabedoria divina,  que o mundo vai se modificando lentamente, para melhor. Coloco aqui a entrevista com Gabi, onde ele abre o livro de suas experiências transcendentais...


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ajuda na luta para vencer o luto



Luto é um  grande silêncio, interior povoado de susto, pesadelo e dor.   A morte de um ente querido nos coloca em contato com a própria finitude da vida terrena. Na tentativa de ajudar, amigos e parentes repetem chavões, tentam consolar dizendo palavras que representam a própria crença filosófica ou religiosa (descansou, está dormindo, vai ressuscitar, está no colo de Jesus). –Os espiritualistas, nesse momento difícil, com boa intenção, na tentativa de suscitar uma reação mais positiva, expressam algo como “ não fique assim, seu filho não gostaria de te ver assim”.  Vale algumas reflexões sobre como ajudar nesse momento de dor profunda e solidão.

O luto é um período necessário para que se possa absorver a ausência permanente da pessoa amada. Nesse momento não é conveniente dar conselhos, decidir sobre o futuro, indicar procedimentos. O melhor modo de auxiliar é permanecer o lado da pessoa, ouvir e ouvir. Deixá-la decidir se vai ou não doar os objetos do descarnado, se quer ou não arrumar o quarto. O colo e o abraço ajudam muito mais.

A  tendência é que,  passados os primeiros momentos de choque, as pessoas em geral se esqueçam e deixem de visitar ou ligar para a pessoa, que ainda está em luto. É justamente no passar dos dias que a saudade aumenta e a ausência dói mais.  Então ao menos durante um ano é conveniente que os amigos mantenham um contato próximo.

A religiosidade ajuda muito. Se tiver intimidade suficiente com  a pessoa, você pode apenas convidá-la a ir à igreja ou ao Cento Espírita. Mas não insista. Coloque-se disponível. Com o caminho aberto, geralmente a pessoa aceita em algum momento e isso ajuda muito a superação do luto.

Mesmo com plena consciência da continuidade da vida, a morte de uma pessoa amada é um momento radical. Por isso, nunca se deve exigir ou julgar suas atitudes diante dessa situação. Saber da existência do espírito não isenta a pessoa de sentir e poder manifestar a sua dor. Pode se comportar de forma equilibrada, resignada ou  de outro modo. Julgar  e exigir nunca ajuda. Acolher e conversar sim. Como diz a canção “ a dor é de quem tem”.

Como, onde e quando a morte vai impactar a nossa vida,   não está em nossas mãos. A morte de uma pessoa amada  pode até ser um momento de crescimento, mas  é preciso tempo. O mundo ocidental vende a ideia de juventude, beleza, consumo e sucesso na vida material como se fossem a essência  da alma humana. Sem filosofia ou reflexões sobre os sentido da vida a alma fica pobre, vazia de sua essência espiritual. Pensar na morte antes que o luto nos visite é pensar na vida, no amor, em profundidade.

Como inspiração para o dia a dia  . "Filosofia de vida" de Martinho da Vila

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dolores Duran: música do Além para nós


Música tocante.Psicografia de BRUNILDE M. DO ESPÍRITO SANTO pelo espírito de DOLORES DURAN.  Para começar o ano, cada dia, em Paz. Inspiração para a vida.
Segue a letra e o vídeo com interpretação de Célia Tomboly.

Se quiseres sentir a paz dentro de ti, escuta, meu irmão:
Faze silêncio e espera que volte a primavera, na força da oração.
Transforma teu soluço em riso de esperança no amanhã que vem...
Depois da tempestade surge sempre a bonança, agora ou mais além.
Em tua longa estrada, só tu tens o poder de transformar espinhos
Em flores perfumadas que ao sol da confiança enfeita em teus caminhos.

Olhando ao teu redor verás que almas tristes te pedirão amor.
Tua tristeza esquece, sorri, ampara e aquece, seja o irmão quem for.
Sofrendo chuva e vento, o trigo doura o campo sem falar de sua dor...
E quando a nuvem passa a terra generosa desabotoa em flor.
Imita a Natureza que se desfaz em luz até o entardecer

E quando a noite chega no céu acendem estrelas até o amanhecer.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carta psicografada: de um pai, pelo filho, para todos


Se você clicou no último link do post anterior, ouviu essa linda mensagem. Leia em seu ritmo, ela fala ao coração. Se você não ouviu, após ler, escute, vale a pena conhecer a experiência de Gilberto, em todos os sentidos, com todos os sentidos.

Até o mais profundo pântano possui a mais límpida  água em sua composição
Até o veneno mais perigoso é antídoto de si próprio
Mesmo o mais limitado protozoário possui a essência da vida.
O tempo é aliado daquele que almeja o crescimento espiritual
Se seus passos ainda são curtos, continue caminhando.
Das mais danosas chuvas nascem os arco Iris, pois do céu nunca se retirou o sol
O véu sobre você é a nuvem que chove e Deus em seu coração é o  sol que nunca se vai
Dar de si aquilo que quer de Deus. A mais alta montanha é a vista mais bela e a subida mais árdua.
Continue amando a todos. Mas não esqueça  de se amar.
Luiz Rossi Tortorela
Psicografada por seu filho, Gilberto aos 18 anos  de idade.
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