Fé: necessidade, conquista, sensibilidade. A alma em conexão com a espiritualidade


Não há uma definição que contemple o significado profundo da fé. Tratamos aqui apenas da fé em relação à espiritualidade, na força superior que governa a vida.  As civilizações que já se foram e as que estão vivendo hoje sempre interpretaram essa foça de  diferentes formas, de acordo com a cosmovisão de sua cultura, seu tempo e contexto. Mas essa época em que vivemos é a única  em toda a história da humanidade, em que se buscou descartar a existência da(s) Divindade(s) e substituir essa fé na espiritualidade pela razão fundamentada exclusivamente na ciência humana. As academias e os formadores de opiniões, intelectuais e filósofos criaram teorias diversas, com o argumento de que o homem criou a ideia de  Deus, para não sucumbir diante dos desafios da vida. Essa discussão é importante  pois nos permitiu assumir a responsabilidade pela conquista do conhecimento das leis  que regem a matéria, que movimentam  o universo, que governam nosso corpo. Nos abriu horizontes, ainda que sem intenção, para compreendermos a espiritualidade de uma forma mais abrangente, cósmica, e ao mesmo tempo individual e profunda.  Sim, os ritos, as denominações ainda são importantes, nos situam e orientam na relação com o divino.

Mas é possível afirmar hoje que, se não há mágica na natureza, ainda há magia na vida. A nossa humanidade não vê sentido na ideia do "nada" e na crença da vida como apenas uma reação química. À revelia de todos que tentam comprovar a inexistência da espiritualidade, essa fé se fortalece mais e mais na vida das pessoas. Afinal, nós olhamos o mundo e não o criamos. Descobrimos pequena parte de suas leis e não há como serem elas obras do acaso. A inteligencia de cada detalhe da natureza, do micro ao macrocosmo, revelando-se aos olhos dos pesquisadores e estudiosos da matéria, deveria inspirar hoje mais respeito ao Criador do que em tempos passados, quando se interpretavam os fenômenos como mágica divina.
 
Fora de nós, olhando o céu ou o mar, a terra ou o vulcão, encontramos forças poderosas que movimentam a natureza  realizam grandes explosões estelares e galáticas, germinam a pequena semente na terra dura. Dentro de nosso corpo, as células e seu DNA vão formando como soldados bem direcionados,  órgãos e sistemas, que nos permite estar no mundo e viver nesse planeta. Isso nos merece mais que respeito: reverência. Mais impressionante ainda são os pensamentos, os sentimentos, as emoções. Não estão no cérebro, mas impactam o cérebro que envia  recursos aos órgãos. A mente que adoece, danifica o funcionamento dos neurônios, a falta de certos neurotransmissores afeta a clareza mental. Onde está o início, a causa e o efeito? Onde está nosso eu?
 Nossa consciência de existir?  Cada conhecimento novo abre milhões de portas ao desconhecido

Somos "racionais", mas também sensíveis, simbólicos, intuitivos e sonhadores. A fé e a relação com a espiritualidade é parte integrante da nossa humanidade. Ninguém tem o poder de tirar Deus de nossa vida e de nosso universo interior. A fé não é uma crença, mas uma experiência profunda, racional, sensível, lógica, generosa, que ilumina nossas estradas, dá sentido à vida, desenvolve o amor, manifesta o melhor de nossa alma e nos conecta às forças divinas e a  Deus .

Abaixo, coloco três vídeos que nos tocam pelos testemunhos de fé e sabedoria e da presença da espiritualidade, que é transformadora para quem sabe olhar, ouvir, sentir e aprender. Do programa "Viver com fé", da GNT.

A FÉ: DIVERSIDADE
 


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