terça-feira, 31 de maio de 2011

Doença mental e mediunidade: uma discussão importante

Suzana é uma criança de 5 anos. Ao acompanhar seu pai que iria realizar um trabalho na casa de um senhora, que perdera o marido há dois anos, pergunta quem era o homem que estava ali, perto do guarda roupa. "É meio transparente", diz a menina. A senhora, coração aos saltos, pega o álbum de família e a menina imediatamente mostra, em meio a diversas pessoas, "é este". Nada menos que o falecido. Sempre suzana está envolvida em situações assim. Conversa "sozinha", dá recados de alguém que não conheceu. Só agora começa a perceber que as outras pessoas não tem acesso ao que ela vê e ouve. Suzana é médium.

Sua mãe, ao levá-la ao médico, teve a informação que era "fase", "coisa de criança" que sempre tem seus amigos invisíveis.
Talvez, se fosse mais velha seria diagnosticada com algum transtorno mental.

Até há pouco tempo, do ponto de vista científico, médiuns só poderiam ser classificados na categoria de doentes mentais. Não havia desta forma outro recurso, além do tratamento psiquiátrico. Hoje, embora estas idéias ainda sejam dominantes e a fenomenologia espírita seja vista como uma doença ou  algo "imaginário", "não científico", "crendice", estudos de casos têm demonstrado que a mediunidade não é transtorno mental. O psiquiatra Alexander Moreira realizou uma pesquisa que comprova que, embora em algumas situações possam apresentar semelhanças de comportamentos, mediunidade não é doença mental. Em seu trabalho, os médiuns estudados não demonstraram transtornos ou problemas de saúde. Pelo contrário, a grande maioria era representada por pessoas bem resolvidas psicologicamente, socialmente, coginitivamente. Em transe, manifestavam idéias, conteúdos e estilos de linguagem diferentes daqueles que os caracterizavam, porém fora do transe, não havia consequências negativas ou distorções em seu universo psíquico.

Vale notar que, em algum momento de sua história pessoal, o médium pode parecer uma pessoa em desequilíbrio mental, pois sua sensibilidade  ampliada o torna vulnerável a influencias espirituais diversas, até que consiga, com ajuda específica,  conhecer e dominar seu potencial sensitivo.

Todo transtorno ou desequilíbrio  gera sofrimento não  só à pessoa, mas desetabiliza os laços afetivos, gerando dor, insegurança e estresse nos familiares e amigos  mais próximos (e amados). Entretanto, é preciso destacar que existem formas de diferenciação entre transtornos mentais e manifestações mediúnicas, O psiquismo humano é complexo e não se pode improvisar a solução de problemas intrincados, que se refletem em comportamentos alterados  O acompanhamento de médicos e psicólogos é muito importante. Porém, a assistência espíritual é sempre indicada, seja para solucionar os distúrbios de natureza espiritual, seja para potencializar os resultados do tratamento médico, ou para apoiar os familiares, inspirando a melhor maneira de atuar em cada desafio. 

Observando os médiuns experientes, que em seu trabalho generoso  fazem a ponte de luz por onde transita a inspiração superior, esperamos que a sociedade aprenda a temperar a lida terrena com o aroma do sagrado, assumindo assim uma visão  abrangente e profunda sobre o significado da vida. Suzana agradece.

Vale a pena assitir a entrevista  para a TV Minas, da qual Alexander,  Angélica Silva e o Psiquiatra Roberto Lúcio participam.






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